sábado, 31 de janeiro de 2015

Aula 1 em Alenquer (02/02/2015)

Nesta segunda-feira, 02/02/2015 iniciarão as atividades da disciplina "Tecnologias Aplicadas ao Ensino de Física e Matemática" com os estudantes da Turma de Matemática e Física (2011) do PARFOR/UFOPA de Alenquer. Estaremos juntos até o dia 09/02. Além da Apresentação do Plano de dsciplina, pela manhã teremos as seguintes atividades:




Aula 1: Uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s) na Educação



1.1. OBJETIVO DA AULA:

Essa aula tem como objetivo proporcionar momentos de discussões, leituras e reflexões sobre o papel do uso de tecnologias na educação, e mais particularmente no ensino de Física e Matemática, na educação básica.



1.2. ATIVIDADE: EXIBIÇÃO DE VÍDEO, LEITURA E DISCUSSÕES

Serão exibidos inicialmente três vídeos (As tecnologias na sala de aula - 4min50s; Tecnologia × Metodologia – 3min05s e Educação na Amazônia: Tecnologia – 14min48s) e posteriormente você deve ler os quatro pequenos textos em sala, procurando relações com os vídeos. Em seguida serão abertas as discussões.   


1.2.1. TEXTOS DE APOIO
 

TEXTO 1: Um guia sobre o uso de tecnologias em sala de aula

TICs, Tecnologias da Informação e Comunicação. Cada vez mais, parece impossível imaginar a vida sem essas letrinhas. Entre os professores, a disseminação de computadores, internet, celulares, câmeras digitais, e-mails, mensagens instantâneas, banda larga e uma infinidade de engenhocas da modernidade provoca reações variadas. Qual destes sentimentos mais combina com o seu: expectativa pela chegada de novos recursos? Empolgação com as possibilidades que se abrem? Temor de que eles tomem seu lugar? Desconfiança quanto ao potencial prometido? Ou, quem sabe, uma sensação de impotência por não saber utilizá-los ou por conhecê-los menos do que os próprios alunos? 

Se você se identificou com mais de uma alternativa, não se preocupe. Por ser relativamente nova, a relação entre a tecnologia e a escola ainda é bastante confusa e conflituosa. NOVA ESCOLA quer ajudar a pôr ordem na bagunça buscando respostas a duas questões cruciais. A primeira delas: quando usar a tecnologia em sala de aula? A segunda: como utilizar esses novos recursos?

Dá para responder à pergunta inicial estabelecendo, de cara, um critério: só vale levar a tecnologia para a classe se ela estiver a serviço dos conteúdos. Isso exclui, por exemplo, as apresentações em Power Point que apenas tornam as aulas mais divertidas (ou não!), os jogos de computador que só entretêm as crianças ou aqueles vídeos que simplesmente cobrem buracos de um planejamento malfeito. "Do ponto de vista do aprendizado, essas ferramentas devem colaborar para trabalhar conteúdos que muitas vezes nem poderiam ser ensinados sem elas", afirma Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA.

Da soma entre tecnologia e conteúdos, nascem oportunidades de ensino. Mas é preciso avaliar se as oportunidades são significativas. Isso acontece, por exemplo, quando as TICs cooperam para enfrentar desafios atuais, como encontrar informações na internet e se localizar em um mapa virtual. "A tecnologia tem um papel importante no desenvolvimento de habilidades para atuar no mundo de hoje", afirma Marcia Padilha Lotito, coordenadora da área de inovação educativa da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Em outros casos, porém, ela é dispensável. Não faz sentido, por exemplo, ver o crescimento de uma semente numa animação se podemos ter a experiência real. 

Fonte: POLATO, Amanda. Um guia sobre o uso de tecnologias na sala de aula. Reportagem da Revista Nova Escola, com adaptações. Edição 223. Jun. 2009. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/avulsas/223_materiacapa_abre.shtml. Acesso: 29 jan. 2015).

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TEXTO 2: Introdução do livro “Metodologia do ensino da Matemática e Física – Tópicos especiais no ensino de Matemática: tecnologias e tratamento da informação”

O século XX foi marcado, especialmente, como o século da revolução tecnológica. Quando falamos de tecnologia, estamos nos referindo a tudo aquilo que o homem criou para facilitar a realização de atividades em todos os campos da atividade humana.

Para cuidar das nossas roupas, temos à nossa disposição as máquinas lavadoras e secadoras, produtos da criação humana que surgiram da necessidade de realizarmos a tarefa de lavar e secar com o menor esforço físico possível. Para o transporte de toda a produção humana, inventamos os trens, as bicicletas, os automóveis, os navios, os aviões e muitos outros meios decorrentes, principalmente, da invenção da roda, das hélices e dos motores. Na construção civil, são muitas as tecnologias inventadas para facilitar desde a construção de obras monumentais, com grandes arranha-céus, pontes, túneis, canais, até as nossas próprias casas. Enfim, a tecnologia  - fruto da produção humana – está presente em quase todas as nossas ações. As mais recentes criações humanas, concentradas na segunda metade do século XX, incluem os computadores, os videocassetes, a internet e os DVDs.

Poderíamos escrever muitas e muitas páginas sobre as tecnologias usadas em cada campo da atividade humana. Porém, neste material, vamos nos concentrar na educação, a atividade do nosso interesse aqui. Quais a tecnologias criadas para ajudar professores e alunos em sua atividade diária de ensinar e aprender? Podemos dizer que a lousa e o giz são tecnologias criadas pelo homem? E o papel, o lápis e a caneta: são tecnologias criadas pela mão e pela mente humana? Estas tecnologias estão presentes no cotidiano da escola, isto é, poderíamos pensar em uma escola sem giz e sem lousa, sem carteiras para os alunos se sentarem, sem cadernos, sem lápis, borrachas, canetas e livros? Estas tecnologias foram criadas pelo homem para fazer seus registros e são usadas na escola  como meios de registro no processo de ensinar e aprender.

Quando nos referimos à escola, temos como algo normal o fato de usarmos lápis para escrever. Na verdade, nem nos damos conta de que estamos utilizando algum tipo de tecnologia para fazer nossos registros. Entretanto, quando pensamos em incorporar novos recursos, como calculadoras e computadores, isto costuma nos trazer certa insegurança. Começamos a questionar se essas tecnologias devem mesmo ocupar o espaço da escola. Em relação às calculadoras, por exemplo, há professores que acreditam que, ao usá-la, o estudante deixa de aprender a usar os algoritmos convencionais.

Por outro lado, mesmo quando admitimos  que as tecnologias podem ser incorporadas  ao espaço da escola, ficamos inseguros para usá-las, pois nem sempre dominamos todos os recursos disponíveis. Mesmo em um software desenvolvido especificamente para lidar com os conteúdos da disciplina que lecionamos, há recursos técnicos que não dominamos e isso nos leva a adiar a incorporação de novas tecnologias às nossas aulas. Porém, se pensarmos o espaço da escola como um lugar que faz parte do mundo, percebemos que é muito importante que ela possa incorporar todo tipo de tecnologia.

A escola tem o papel de socializar novos saberes e sistematizar os saberes empíricos dos estudantes, de modo a prepará-los tanto para continuarem seus estudos quanto para o mundo do trabalho. Podemos observar que são poucas as atividades humanas para as quais não utilizamos as tecnologias mais recentes. Por exemplo, acreditamos que existam muito poucos estabelecimentos comerciais no Brasil que não tenham pelo menos uma calculadora simples e é comum os estudantes saírem da escola sem conhecer todo o potencial dessas pequenas máquinas.

O fato é que, na atualidade, a simples discussão sobre usar ou não usar tecnologias diferentes das convencionais no processo educativo deve dar lugar a outras discussões que englobam como e quando essa incorporação deve ser feita.

O que precisamos ter em mente é que encontraremos dificuldades em quaisquer que sejam os recursos usados no processo educativo. Essas dificuldades, quando bem trabalhadas, tornam-se estímulos para que o processo de ensino e aprendizagem se realize de forma crítico-reflexiva (...).



Fonte: FOLLADOR, Dolores. Tópicos especiais no ensino de Matemática: tecnologias e tratamento da informação. 2ª Ed. rev. at. e ampl. Curitiba: Ibpex, 2011. p. 11-13. (Coleção Metodologia do Ensino de Matemática e Física. Volume 7)



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TEXTO 3: Versatilidade e potencialidades do computador para o estudo e para a aprendizagem

O computador é um poderoso e sofisticado sistema integrado de componentes eletrônicos capaz de processar milhares de cálculos matemáticos por segundo. Esta capacidade permite o armazenamento de qualquer tipo de informação em formato digital. Com essas novas tecnologias do campo informático, é possível escrever um texto, fazer contas matemáticas complexas, armazenar fotografias, editar vídeos e músicas, transmitir um fax e até mesmo criar uma pintura em formato digital. As possibilidades são incontáveis!

Graças a esse avanço tecnológico, o computador e seus derivados (notebooks, tablets, smartphones etc.) passaram a ter uma função de extrema importância para qualquer estudante ou profissional: o compartilhamento da informação. Utilizando o computador e com a consolidação da Internet, ferramenta de que trataremos mais adiante, a informação passou a estar disponível para qualquer pessoa a qualquer hora e em qualquer lugar.

Assim, hoje em dia, não é mais necessário ter em casa volumes e mais volumes de enciclopédias, nem lápis, caneta, régua, compasso, esquadro, máquina de escrever, calculadora, telefone, rádio ou televisão. Todos esses recursos e muitos outros estão incorporados nos programas de Computador (Software) que permitem que façamos qualquer tarefa que seja necessária para um trabalho acadêmico.

O computador transformou-se num incomparável instrumento também para o trabalho escolar. Com ele, foi possível concentrar uma série de operações que antes eram fitas separada e sequencialmente.

Os recursos que o computador oferece ao estudante do ensino médio são praticamente infinitos e todos eles podem ajudá-lo no desempenho de suas tarefas escolares. Estes recursos encontram-se disponibilizados através dos programas (software) que permitem ao aluno desde escrever um simples texto até criar um modelo anatômico do corpo humano em três dimensões.



Fonte: SEVERINO, Antônio Joaquim; SEVERINO, Estêvão Santos. Ensinar e Aprender com pesquisa no ensino médio. 1ª Ed. São Paulo: Cortez, 2002. p. 111-112.



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TEXTO 4: Educação na Amazônia – Tecnologia

Quando o assunto é acesso à tecnologia, o Pará figura como um dos estados com mais dificuldades do Brasil. Apenas 20% das casas têm computador e somente 25% da população têm acesso à internet. Muitos municípios ainda carecem de falta de energia elétrica. O episódio "Tecnologia" da série especial do Sala de Notícias -- Educação na Amazônia irá mostrar como educadores, famílias e políticos estão tentando melhorar a educação em uma região onde os jovens não têm acesso aos mínimos recursos de tecnologia. As escolas de ensino fundamental carecem de salas de informática e professores especializados, sendo que alguns não possuem qualquer conhecimento sobre informática. Por outro lado, quando há um mínimo de recursos, os resultados aparecem rapidamente. Em Anã, jovens alunos do ensino fundamental usam o celular para gravar vídeos sobre a comunidade e publicar no youtube através de um único computador. A iniciativa ajudaou a resgatar a cultura local e, em tempos de internet, divulgar o turismo na região. Esta série especial sobre a educação na Amazônia é uma parceria entre o Canal Futura e a Fundação Carlos Chagas.



Fonte: Sala de Notícias l Educação na Amazônia – Tecnologia. 2013. Texto disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=u4ZEyaiTBF8. Acesso: 29 jan. 2015.


1.2.2. QUESTÕES PARA DISCUSSÃO:


a)         Quando usar a tecnologia em sala de aula?
b)         Diante dos desafios impostos pela região Amazônica, é possível utilizar as novas tecnologias a favor da aprendizagem?
c)         Para que e como utilizar os novos recursos tecnológicos nas aulas de Matemática e de Física?
 


 

2 comentários:

  1. Estão ótimas aulas professora. Muito legal!!

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  2. As aulas sobre WORD e EXCEL, foram como diz o mestre Paulo Freira :"Ninguém sabe tudo que não possa aprender. E ninguém sabe nada que não possa ensinar. Tudo isso, para dizer que aprendi muito em pouco tempo, principalmente sobre o EXCEL, valeuuu!!!!!!!! Obrigado pelo compartilhamento de conhecimento.
    Abç, Natanael

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